O PVNC (Pré-Vestibular para Negros e Carentes) iniciou-se em Agosto de 1994. Foram 14 anos contínuos, sem qualquer interrupção. Neste período, foram matriculados em torno de 600 estudantes. A cada ano, cerca de 50% dos inscritos prestam vestibular, e a grande massa de aprovados é para as universidades públicas do Estado do Rio e em outros estados. Só no ano passado o índice de aprovação para universidades públicas chegou a noventa por cento, índice esse não menos expressivo do que nos anos anteriores.
As aulas são ministradas aos sábados, domingos e feriados, durante todo o dia. Além das disciplinas convencionais, os alunos participam de aulas de cultura e cidadania, que é, na verdade, o coração do movimento.
O corpo docente possui cerca de 30 profissionais altamente capacitados. Todos são pelo menos especialistas em suas respectivas áreas de conhecimento. 2 Doutores e muitos Mestres egressos do PVNC, inclusive já atuando como professores do PVNC.
Todos os professores trabalham sem qualquer retorno financeiro. A moeda de troca do PVNC é o esforço e a dedicação de todas as partes: professores, coordenadores e alunos. O PVNC é um movimento social, não é caridade ou voluntariado. Todos os professores são profundamente compromissados com o movimento e acreditam verdadeiramente que o caminho para formar cidadãos é através da educação de qualidade.
O PVNC prima pela preparação para a vida universitária e acadêmica em geral, e não simplesmente se enquadra numa preparação voltada para o vestibular. São ministradas aulas de Filosofia, Ciência, Cultura, Cidadania e muitas outras atividades que não visam a simples investida no vestibular. O PVNC é, acima de tudo, um movimento pelo conhecimento e pela busca da dignidade e plenitude de cidadão através dos estudos e da valorização do saber cientifico.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Objetivos do PVNC
Criar condições para que os estudantes discriminados, seja por etnia, gênero ou situação sócio-econômica concorram nos vestibulares das universidades públicas, em condições concretas de aprovação e inclusão no ensino superior;
Realizar um trabalho de formação política, desenvolvendo atividades que contribuam para compreensão histórico-crítica da sociedade, das relações étnicas, das contradições e conflitos da realidade social;
Servir de espaço público de elaboração de propostas e discussão política sobre justiça, democracia e educação;
Lutar contra o qualquer tipo de discriminação, na sociedade e na educação;
Lutar pela democratização da educação, através da defesa da educação pública e de qualidade, que seja também pluriétnica e multicultural.
O PVNC defende algumas causas, entre outras:
1. A universalização do direito a educação em todos os níveis;
2. O aumento gradativo de vagas nas universidades estatais, em todos os cursos e turnos, de modo a garantir que tais universidades absorvam, pelo menos, 50% das matrículas e possam, de fato, ser consideradas universidades públicas;
3. Políticas de ação afirmativa que garantam às pessoas discriminadas por sua condição racial e/ou social acesso e permanência nas instituições de ensino em seus diversos níveis (acesso a materiais e a tecnologias de informação e comunicação, bolsas e outras medidas);
4. O fim das taxas de inscrição de vestibular nas universidades estatais;
5. Currículos que incluam estudos sobre diversidade sócio-cultural, educação das relações raciais, história e cultura afro brasileira e direitos humanos;
6. Dinâmicas institucionais que considerem o tempo e possibilidades dos alunos trabalhadores.
Realizar um trabalho de formação política, desenvolvendo atividades que contribuam para compreensão histórico-crítica da sociedade, das relações étnicas, das contradições e conflitos da realidade social;
Servir de espaço público de elaboração de propostas e discussão política sobre justiça, democracia e educação;
Lutar contra o qualquer tipo de discriminação, na sociedade e na educação;
Lutar pela democratização da educação, através da defesa da educação pública e de qualidade, que seja também pluriétnica e multicultural.
O PVNC defende algumas causas, entre outras:
1. A universalização do direito a educação em todos os níveis;
2. O aumento gradativo de vagas nas universidades estatais, em todos os cursos e turnos, de modo a garantir que tais universidades absorvam, pelo menos, 50% das matrículas e possam, de fato, ser consideradas universidades públicas;
3. Políticas de ação afirmativa que garantam às pessoas discriminadas por sua condição racial e/ou social acesso e permanência nas instituições de ensino em seus diversos níveis (acesso a materiais e a tecnologias de informação e comunicação, bolsas e outras medidas);
4. O fim das taxas de inscrição de vestibular nas universidades estatais;
5. Currículos que incluam estudos sobre diversidade sócio-cultural, educação das relações raciais, história e cultura afro brasileira e direitos humanos;
6. Dinâmicas institucionais que considerem o tempo e possibilidades dos alunos trabalhadores.
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